TOMADA DE POSIÇÃO DA DIREÇÃO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES DA SAÚDE, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL SOBRE AS MANIFESTAÇÕES POPULARES EM DEFESA DA HABITAÇÃO




TOMADA DE
POSIÇÃO DA DIREÇÃO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES DA SAÚDE, SOLIDARIEDADE E
SEGURANÇA SOCIAL SOBRE AS MANIFESTAÇÕES POPULARES EM DEFESA DA HABITAÇÃO



A Direção do Sindicato dos Trabalhadores
da Saúde, Solidariedade e Segurança Social reitera o seu total apoio às
manifestações populares em defesa do direito à habitação. Simultaneamente,
volta a condenar a atitude do Governo, que se escuda na atuação policial, dando
orientações que resultam em cargas sobre cidadãos que exercem pacificamente os
seus direitos de manifestação e reunião. Consideramos que a resposta policial
foi desproporcional e injustificável, pelo que expressamos a nossa total
solidariedade para com todas as vítimas da violência policial.



Portugal é o país da União Europeia onde
os preços das rendas mais têm aumentado, atingindo níveis incomportáveis para a
generalidade dos trabalhadores, incluindo muitos dos que integram a chamada
classe média. Simultaneamente, é também um dos países da União Europeia com um
dos mais reduzidos parques habitacionais públicos, agravando as dificuldades de
acesso à habitação.



Em vez de tentar resolver estes
problemas, o governo PSD/CDS, obedecendo aos ditames especulativos das
imobiliárias, com o apoio da IL e o conluio do CHEGA, decidiu fazer uma Lei que
só agrava a situação, permitindo um aumento ainda mais descontrolado das
rendas, um aumento do valor da caução para arrendar e facilitando os despejos.



Alertado pelo descontentamento popular em
relação a esta Lei, o governo em vez de dialogar não quer perceber que o
problema é real, num país real e não no país das maravilhas, que só existe apenas
nas cabeças de quem vive fechado em palácios.



Tal como aconteceu com o pacote laboral,
esta Lei só será derrotada no Parlamento se primeiro for derrotada na rua. A
Direção do STSSSS apela a todos os trabalhadores a que se juntem aos protestos
pacíficos iniciados a 10 de outubro, no Porto, e que logo alastraram a Lisboa
em defesa de um dos mais elementares direitos constitucionais que é o direito à
habitação.



A Direção apela ainda a todo o movimento
sindical que saia em defesa destes protestos, equacionando mesmo a realização
de uma Greve Geral Nacional em defesa da habitação e do direito de reunião e
manifestação consagrados na constituição, que o governo de Luís Montenegro tão
vergonhosamente tem atacado.



A defesa do direito à habitação é
inseparável da defesa dos direitos democráticos e sociais conquistados com o 25
de Abril. Por isso, é fundamental reforçar a mobilização e a solidariedade
entre trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais, de forma a impedir o
agravamento de políticas que colocam em causa direitos fundamentais da
população.



 



02/11/2026



Pela Direção do Sindicato dos
Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social



O Coordenador



Joaquim Espírito Santo






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